
RPG Planet // Mongoose Publishing
No Terceiro Império ninguém está salvando a galáxia. Existe um governo grande demais para vigiar as próprias fronteiras, e nas bordas dele existe gente como vocês: uma tripulação, uma nave de segunda mão e uma carga que precisa chegar. As Marcas Spinward são o lugar clássico para essa vida, encostadas no Consulado Zhodani e nos Mundos-Espada, com o Spinward Main correndo por 223 sistemas em que cada vizinho está a um único salto de distância. E o salto é a parte estranha: uma semana inteira em espaço de salto, sem rádio, sem notícia, sem socorro. Você entra sabendo o preço do minério no destino e sai sete dias depois para descobrir se o preço ainda vale. É esse intervalo que dá a Traveller o tom que nenhum outro RPG de ficção científica tem.
O motor que sustenta tudo isso
Dois d6, mais a característica, mais a perícia, contra 8. O quanto você passou de 8 é o Efeito, e é ele que diz se o conserto durou a viagem ou só até o próximo salto. Mas o coração do sistema é a criação de personagem, que é um jogo inteiro antes do jogo. Você não escolhe uma classe: você vive uma vida em termos de quatro anos, escolhendo carreira, rolando sobrevivência, promoção e evento a cada termo. Cada termo dá perícia e também dá cicatriz, inimigo, contato e dívida. Quando a mesa começa, seu personagem já viveu uma vida que os jogadores construíram rolando dados juntos.
Sci-fi em que a dívida é o enredo
Traveller RPG é para o grupo que quer ficção científica adulta, sem escolhidos e sem destino. O gancho de campanha não vem do mestre, vem da planilha: a parcela vence, o motor precisa de manutenção, o contrato de frete paga mal e o carregamento suspeito paga bem. Quem gosta de decidir entre o certo e o que fecha o mês vai reconhecer esse RPG de mesa na primeira sessão. É o avô do gênero, publicado desde 1977, e continua sendo o mais direto sobre o assunto.

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