
Free League Publishing / Tria Editora
Dragonbane é a fantasia clássica jogada sem cerimônia. Tem masmorra, dragão, taverna e mago metido, e tem também um povo de patos antropomórficos que você pode jogar de cara séria. O tom oficial do jogo é "alegria e caos", e a mesa sente isso na primeira sessão: as cenas são leves, as descrições têm humor, e ainda assim o combate mata gente. Essa combinação é rara e você só encontra neste RPG Sueco. Você ri na taverna e depois perde alguém numa emboscada de goblins que em outro sistema seria encontro de aquecimento.
Como tudo acontece?
Você rola um d20 e precisa tirar igual ou abaixo do valor da sua perícia. Não existe soma de modificadores, não existe conta de dificuldade, o número que importa já está escrito na ficha e a resposta é imediata. Um 1 natural é um Dragão, o crítico do sistema, com efeito especial. Um 20 natural é um Demônio, e alguma coisa dá errado além de você errar. A progressão acompanha essa lógica: não existe pontos de experiência para contabilizar. Quando você tira um Dragão ou um Demônio usando uma perícia, ela fica marcada, e no fim da sessão você testa para ver se ela subiu. Seu personagem melhora naquilo que ele de fato usou, na hora em que mais importou. Faz mais sentido assim, não?
Fantasia clássica sem lição de casa
Dragonbane é para o grupo que quer sentar e jogar hoje. Criação de personagem em minutos entre seis povos e dez profissões, cada uma com uma habilidade heroica já pronta, e regras que cabem na cabeça de quem nunca abriu um livro de RPG de mesa. Serve para one-shot com estranhos e serve para campanha, e em qualquer um dos dois a mesa passa mais tempo explorando e conversando do que consultando tabela.

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