
Retro Punk // Arc Dream Publishing
Delta Green não existe oficialmente. Nasceu de uma operação real contra Innsmouth em 1928 e foi desativada depois que uma missão no Camboja que deu errado em 1969. Desde então funciona sem orçamento, sem cobertura legal e sem ninguém para ligar quando o plano desmonta. Os agentes têm emprego de verdade: FBI, CDC, perícia criminal, alfândega. Porém, quando recebem uma ligação, viajam num fim de semana, resolvem o que der para resolver e voltam na segunda-feira para a reunião de equipe. Do outro lado existem o Majestic-12, que tem orçamento e não tem escrúpulo, e o que sobrou da Karotechia, que fugiu da Europa em 1945 e nunca parou de trabalhar. Ninguém aqui é herói. São funcionários públicos com um segredo caro demais.
O motor que sustenta tudo isso
Um d100 sob a perícia. Rola, tira igual ou abaixo, resolveu. O que faz Delta Green ser Delta Green é o que o sistema mede além disso. A perícia Insólito começa em zero e só cresce quando você vê alguma coisa que não deveria existir, então saber mais é literalmente estar pior. A Sanidade se perde de três formas, Violência, Desamparo e o Sobrenatural, e o agente endurece contra as duas primeiras com o tempo. Contra a terceira, nunca.
O custo nunca é o monstro
Delta Green é para a mesa que quer horror adulto e paciente, feito de silêncio, procedimento e conta a pagar. Se o seu grupo gosta de investigação com peso real, de personagem que envelhece mal e de sessões em que a decisão difícil é humana e não tática, é aqui. O sistema tem uma prateleira longa de prêmios ENNIE ao longo da última década, quase toda por escrita e cenário, o que diz bastante sobre onde ele investe.

Delta Green
Ed Bortolotte