
Retro Punk // Son of Oak Game Studio
A Cidade não tem nome e nem precisa. Tem aluguel atrasado, delegacia sem verba, prefeito comprado e uma Névoa que cobre tudo: quando alguém vê o impossível acontecer no meio da rua, a Névoa reorganiza a lembrança e a pessoa segue para o trabalho jurando que foi um vazamento de gás. Por baixo dessa cortina, mitos antigos acordaram dentro de gente comum. O motorista que carrega Arturo sem saber, a assistente social em quem Cinderela despertou e não quer ir embora ou o agiota que é o Minotauro e cobra como tal. O jogo chama essas pessoas de Rifts, que são pessoas que foram tocadas pelos Mitos. Nenhuma delas tem base secreta e todas têm um caso para resolver e uma vida para não perder no processo.
O motor que sustenta tudo isso
City of Mist RPG roda em PBTA (Powered by the Apocalypse): dois d6 mais Poder, e três faixas de resultado. O sistema é simples, bem simples! Dez ou mais, você consegue o que quer. De sete a nove, você consegue e paga um preço por isso. Seis ou menos, o mestre avança a história contra você.
No jogo, não existem atributos. Existem Temas, e cada personagem equilibra Mythos, o que a lenda oferece, e Logos, o que a vida humana sustenta, cada um coberto de Etiquetas que você invoca quando fizerem sentido na cena. É um estilo bem diferente e que traz uma sensação cinematográfica para a experiência de jogo.
Investigação noir em que o caso é você
City of Mist é para o grupo que gosta de série policial com uma camada de mito por baixo e não tem paciência para ficha de três páginas. A criação é rápida, feita de frases em vez de números, e a mesa entra na primeira cena com um caso na mesa. O jogo levou prata de Melhor Jogo no ENNIE Awards de 2017. Vale conhecer e ter a experiência.
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City of Mist
Matheus Galdini

City of Mist
Veio.Leo