
Noites de Porto Luzia: Ecos Dissonantes
Vampiro: A Máscara 5ª Edição

Vampiro: A Máscara 5ª Edição
Porto Luzia é conhecida por muitos nomes, mas talvez o mais famoso deles seja Cidade do Milagre Cego.
Uma cidade litorânea enorme, com quase três milhões de habitantes, construída em volta de um porto que existe desde praticamente sua fundação e marcada por uma relação estranha com a fé, o mar e a própria história.
Para quem vive aqui, muita coisa já virou parte da paisagem. A imagem da Santa sem olhos, as igrejas antigas, o farol, os sinais náuticos espalhados pela costa e as histórias sobre Lourenço de Sá. Coisas que alguém de fora provavelmente acharia curiosas, mas que, para um morador de Porto Luzia, são só... Porto Luzia.
O problema é que algumas dessas histórias são verdadeiras.
Os vampiros estão aqui praticamente desde o começo.
Eles acompanharam o crescimento da cidade, enriqueceram junto das famílias tradicionais, participaram de suas disputas políticas e, em muitos casos, ajudaram a criar os problemas que os mortais depois tiveram que resolver.
Nos anos 90, a situação chegou perto de sair completamente do controle.
Porto Luzia já enfrentava uma guerra violenta entre diferentes grupos vampíricos quando começaram a aparecer os primeiros casos daquilo que mais tarde seria chamado de Cólera Vermelha.
Bairros foram colocados em quarentena. Hospitais ficaram lotados. Corpos precisaram ser cremados. Durante alguns anos, a cidade simplesmente aprendeu a conviver com a ideia de que talvez aquela doença nunca fosse embora.
Foi embora.
Pelo menos é isso que todo mundo prefere acreditar.
Hoje, Porto Luzia voltou a funcionar. O porto continua movimentado, os turistas ainda aparecem, os fiéis continuam visitando a Cidade da Santa e milhões de pessoas seguem suas vidas sem fazer ideia do que acontece quando o sol se põe.
Porque a guerra acabou, mas os vampiros continuaram aqui.
E vocês fazem parte da Camarilla.
A Torre ainda reivindica Porto Luzia como seu território e, tecnicamente, ainda governa a cidade. Só que "governar" e "controlar" são duas coisas diferentes.
Os Anarchs cresceram, alguns clãs simplesmente não estão interessados em escolher um lado e existem vampiros antigos o bastante para lembrar de uma Porto Luzia completamente diferente dessa.
E, ultimamente, existe outro problema.
Alguns vampiros desapareceram.
Nada grande o bastante para gerar pânico. Ainda.
Um membro que deixa de aparecer no Elísio. Um contato que para de responder. Um domínio que fica silencioso por algumas noites antes que alguém perceba que seu dono simplesmente não voltou.
Talvez sejam coincidências.
Talvez sejam consequências normais de viver numa cidade onde todo vampiro possui inimigos.
Mas, em Porto Luzia, histórias antigas possuem o péssimo hábito de voltar quando ninguém está olhando.
Além disso, a Segunda Inquisição existe.
Então talvez não seja uma boa ideia chamar atenção demais.
Vocês estão entrando nessa história como membros da Camarilla, tentando encontrar — ou conquistar — seu próprio espaço dentro dela.
E, na Camarilla, espaço nunca é simplesmente dado.
Apesar de existir uma história acontecendo em Porto Luzia, a crônica não gira ao redor de um roteiro pronto, mas dos personagens e das escolhas de vocês.
Os objetivos, relações, ambições e problemas criados durante a construção dos personagens vão fazer parte da campanha. NPCs podem se tornar aliados ou inimigos, interesses pessoais podem virar histórias inteiras e decisões tomadas pelo grupo podem mudar a política da cidade de formas que eu mesmo não havia planejado.
Existe um mistério em Ecos Dissonantes e existem coisas acontecendo independentemente dos personagens, mas não existe um caminho correto para lidar com elas.
No fim, minha função é apresentar Porto Luzia, seus habitantes e seus problemas.
O que essa história vai se tornar é algo que a gente descobre jogando.
🎲 Sistema: Vampiro: A Máscara 5ª Edição
🌑 Crônica: Ecos Dissonantes
🏛️ Seita: Camarilla
📍 Cenário: Porto Luzia — cidade fictícia brasileira
🎭 Estilo: Horror pessoal, política vampírica, investigação e mistério
🩸 Foco: Personagens, relações, escolhas e consequências
🌱 Experiência: Iniciantes são muito bem-vindos
Vampiro: A Máscara é um jogo de horror.
Então é natural que apareçam assuntos pesados durante a campanha. Violência, morte, abuso de poder, fanatismo, preconceito e outras coisas desagradáveis podem existir dentro da história.
Isso não significa que esse tipo de comportamento tenha espaço entre os jogadores.
Quero que a mesa seja um lugar confortável para todo mundo participar e interpretar sem precisar ficar preocupado se vai ser hostilizado por quem está do outro lado da chamada.
Então algumas coisas são bem simples:
Racismo, LGBTfobia, transfobia, misoginia, xenofobia, capacitismo e qualquer outra forma de discriminação contra outro jogador são absolutamente intoleráveis.
Instagram do artista da capa: @ink.shadoww
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