
HYPERMASK DELIRIUM
Sistema Próprio

Sistema Próprio
Em 2035, o mundo perdeu o rosto.
Uma inteligência artificial de reconhecimento facial chamada I.R.I.S. sofreu uma falha catastrófica e vazou a identidade de praticamente toda a humanidade. Contas bancárias, documentos, históricos médicos, segredos… tudo ficou exposto. O resultado foi o colapso: economias ruíram, governos caíram e países entraram em guerra em questão de meses.
A resposta da sociedade foi tão simples quanto definitiva.
Todo mundo passou a cobrir o rosto.
Hoje, o rosto é a coisa mais íntima que uma pessoa possui. Só pais, cônjuges e, em raríssimos casos, médicos o veem. Para todo o resto do mundo, a máscara é quem você é. Ela não esconde mais — ela define.
Sobre as ruínas da antiga Inglaterra, nasceu uma megacidade sem nome oficial. Conhecida popularmente como ARS City, ela é dividida por três forças que nunca declararam guerra aberta, mas controlam tudo:
Highland, domínio da Ars Machina, onde o corpo humano virou infraestrutura de trabalho. Próteses cibernéticas são quase obrigatórias para conseguir emprego — e as dívidas que as acompanham raramente perdoam.
Selva, território da GenoTek, uma utopia genética construída sobre clãs de predadores e presas. Ali, sua posição na hierarquia é determinada pelo próprio DNA.
Altamira, o que sobrou fora dos muros das duas anteriores. Sem lei estável, sem infraestrutura, mas o lugar mais humano — e mais caótico — de toda a cidade.
E acima de tudo isso paira algo que ninguém consegue explicar: o Deus das Máscaras. Uma presença invisível que concede poder mágico a quem mantém o corpo puro, sem qualquer modificação permanente. Um poder que ninguém pediu, ninguém entende e ninguém consegue provar de onde vem.
Aos dezesseis anos, todo mundo faz a mesma escolha:
Virar Magi-Dependente e servir a uma entidade invisível.
Virar Cyber-Aprimorado e hipotecar o próprio corpo às corporações.
Ou virar Geno-Divergente e reescrever o próprio DNA em nome de um clã.
Na teoria, é liberdade.
Na prática, quase nunca é uma escolha de verdade.
Em HYPERMASK, identidade é poder.
E a única certeza é a morte.
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