
Petrópolis by Night
Vampire: The Masquerade 5th Edition
Sobre esta Mesa
Nunca gostei de Petrópolis à noite.
A cidade, que aos olhos dos turistas parece uma joia repousando entre montanhas, guarda no escuro um segredo tão antigo quanto a pedra das suas igrejas. O frio que desce da serra não é apenas clima é um sussurro gelado, um aviso para que se trancam portas e janelas antes que o relógio marque meia-noite.
Eu cresci acreditando nas histórias que os mais velhos contavam. Vozes que ecoavam nas vielas desertas, luzes que desapareciam no nevoeiro, figuras de capa que se detinham na beira do Rio Piabanha apenas para observar… e sumir. Mas histórias são só histórias, até que você vê um dos vultos e percebe que ele o está vendo de volta.
Foi numa dessas noites, quando a neblina era tão densa que engolia as luzes da Rua do Imperador, que recebi o convite. Um envelope pardo, deslizado sob a porta do meu quarto, sem selo, sem remetente. Dentro, uma única frase escrita à mão:
"Sua presença é requisitada no Palácio de Cristal. Meia-noite."
Não havia como recusar. Não por curiosidade, mas por medo.
Aqui, recusar um chamado é assinar a própria sentença.
Eu não sabia, naquela noite, que aquele simples pedaço de papel marcaria o início da minha descida.
Não apenas nas sombras da cidade, mas naquilo que respira e pulsa sob o asfalto, escondido sob o verniz da civilização.
Naquilo que suja de sangue tudo o que toca.
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