
O Acato
Ordem Paranormal
Sobre esta Mesa
Vale Sereno cheira a ozônio queimado e carne velha. O que os jornais locais chamam de "crise de infraestrutura" é, na verdade, a realidade tendo espasmos. Não é normal que a rede elétrica de uma cidade inteira pulse como um coração doente, nem que animais domésticos apareçam fundidos ao concreto das calçadas, cozidos de dentro para fora enquanto a pele continua intacta. Quem anda pelas ruas à noite sente que o ar está denso demais.
Três pessoas evaporaram. A polícia trata como fuga ou sequestro, mas ignorou o óbvio porque a mente humana tende a rejeitar o que não entende. Nos locais onde foram vistos pela última vez, as mesmas marcas em espiral foram encontradas. Não é pichação de gangue; é um símbolo ritualístico incompleto. A Membrana que separa nossa realidade do Outro Lado está fina nessa região, desgastada propositalmente. Alguém entendeu que o caos gera energia e está usando os moradores como baterias para alimentar algo que não deveria existir neste plano.
O padrão é claro para quem sabe onde olhar: a entropia está aumentando. Quem está por trás disso não é um assassino impulsivo, mas alguém meticuloso que vê a morte apenas como uma ferramenta de sintonização. Se o ciclo não for interrompido, os desaparecimentos deixarão de ser casos isolados para se tornarem um evento de extinção local.
Entrar em Vale Sereno agora é pisar em um campo minado paranormal. A sanidade é testada a cada som de estática que parece vir de dentro das paredes da cidade. No centro desse labirinto, a única certeza é a mensagem deixada na parede da última vítima, escrita com uma mão trêmula, mas consciente do fim: "Caso você não acredite em nenhum Deus, a partir de hoje talvez precise." O aviso foi dado. O resto é com vocês.
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