
6 Balas
Sacramento RPG
Sobre esta Mesa
O negócio é o seguinte: Belo Horizonte é onde os coronéis se escondem atrás de paredes de pedra pra não sentir o cheiro da poeira que a gente come aqui fora. A cidade é o reduto deles, cheia de lei, marechal de queixo erguido e aquele Banco Central que parece uma fortaleza de granito. O bando dos 6 Balas já cansou de roubar migalha em diligência de beira de estrada. O Cleiton Costa, que o povo chama de 7 Pele porque o desgraçado se recusa a morrer, decidiu que a gente vai buscar o prêmio maior. Ele quer entrar no coração de BH, estourar o cofre principal e sair de lá antes que a cavalaria consiga sequer selar os bichos.
O 7 Pele não é homem de discurso bonito. Ele tem a cara marcada pelo sol e um jeito de olhar que faz até cavalo bravo baixar a cabeça. O plano dele é simples: a gente entra na cidade como quem não quer nada, misturado com os comboios de gado, e faz o serviço na hora do almoço, quando o sol tá de rachar e a guarda tá com sono. Não tem plano B. Se o revólver tiver que cantar, vai ser pra fazer barulho de verdade e não pra dar aviso. No Sacramento, você sabe: vacilou, o chumbo te acha. A munição tá cara e a vida tá barata, então cada bala no tambor tem que ter um nome escrito.
Vocês vão sentir o clima mudar assim que avistarem as torres da capital. O ar fica mais pesado, o cheiro de café se mistura com o de pólvora e a tensão sobe. O banco é o objetivo, mas o obstáculo é sobreviver ao caminho de volta com os alforjes pesando. O 7 Pele já avisou que não quer ninguém "amarelando" quando a porta do cofre vier abaixo. É pra pegar o ouro, o que tiver valor, e sumir no horizonte antes que o dia acabe. Quem ficar pra trás vai virar banquete de urubu na Serra do Curral.
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