
A QUEDA DO CONSENSO
Mage the Ascension 20th Anniversary
Sobre esta Mesa
Relato de Elias Krüger, Orador da Ordem de Hermes, Berlim Ocidental
Eu presenciei a queda do Muro com meus próprios olhos.
Não me refiro àquela noite de novembro, quando a multidão invadiu os blocos de concreto com marretas, entoando cânticos e vertendo lágrimas. Aquilo foi apenas o que a mídia noticiou. O que realmente vi… foi o céu tingido de vermelho.
Por longos quarenta e quatro anos, o Muro de Berlim não foi meramente uma ferida política. Era um lacre. Uma imposição sobre o Consenso, fortalecida pelas crenças de milhões, uma fé inabalável de que nada o transporia. Nem pessoas, nem ideias… nem horrores inimagináveis.
Mas os horrores são atraídos por muros.
Na noite em que o primeiro fragmento de concreto cedeu, o eco ressoou pela Umbra como um toque fúnebre. Algo ancestral se agitou nas profundezas da cidade. Algo que evocava a última vez em que Berlim foi consumida pelas chamas, quando tanques e demônios duelavam pelas ruas em 1945. Algo que nunca foi extirpado — apenas confinado.
Eu podia sentir sua respiração.
É crucial que compreendam: a Guerra Fria nunca foi fria para nós. Enquanto o mundo temia mísseis, nós temíamos rituais macabros. Enquanto as nações acumulavam bombas, Tradições e Tecnocracia acumulavam selos arcanos, encantamentos sombrios e pactos com entidades que seria melhor jamais evocar.
Berlim era o cravo que mantinha o ataúde trancado.
Agora, o cravo foi removido à força.
Desde o colapso do Muro, eventos sinistros têm ocorrido. Crianças no lado oriental despertam proferindo línguas ancestrais. Idosos que vivenciaram a guerra são atormentados por pesadelos com soldados espectrais — e acordam com marcas de garras em sua pele. Espíritos atravessam barreiras sólidas como se fossem névoa. E, o mais alarmante… pessoas comuns estão manifestando poderes.
De uma forma nada elegante.
Magia bruta. Selvagem. Sem linhagem, sem mentor, sem salvaguarda. O Paradoxo já começou a reclamar suas vítimas. Testemunhei um jovem tentando incendiar uma vela com a mente e, em vez disso, transformando seu próprio sangue em chamas.
A cidade está repleta deles agora. Faróis na escuridão. E tudo que habita a escuridão os avista.
A Tecnocracia está ciente. Certamente está. Já despacharam agentes, cientistas e “especialistas em renovação urbana”. Denominam isso uma crise humanitária. Eu chamo de caçada a hereges.
E os Nephandi… ah, esses estão em festa. Para eles, o que emergiu sob Berlim não é um engano. É um prenúncio. Uma criatura gerada a partir da morte de milhões e da divisão de um continente inteiro.
Um anjo da Entropia, aprisionado quando a guerra chegou ao fim, nutrido por décadas de pavor, espionagem e ódio silencioso.
Agora, ele está despertando.
Berlim não está sendo unificada.
Está sendo dilacerada.
E vocês, prezados, são as únicas mãos que talvez possam determinar se o que emergirá dessa fenda será um novo alvorecer…
ou o fim de tudo que ainda reconhecemos como realidade.
Construindo Nossos Protagonistas e a Campanha
Em "A Queda do Consenso", os personagens transcenderão simples estatísticas; eles se tornarão elementos dinâmicos da narrativa que criaremos colaborativamente.
A concepção de cada personagem ocorrerá em uma Sessão Zero, em uma chamada comigo, onde iremos:
Explorar suas propostas e conceitos iniciais
Integrar cada personagem ao contexto de Berlim em 1989
Estabelecer laços entre os personagens
Refinar ideias para garantir a coesão com a atmosfera da campanha
Não se preocupe em ter tudo definido previamente — traga apenas uma inspiração, um modelo ou uma impressão, e juntos vamos transformá-lo em um mago pronto para jogar.
Extensão da História
A princípio, a campanha terá entre 3 e 5 sessões, constituindo um ciclo narrativo completo.
Ao término desse ciclo, o grupo terá a liberdade de escolher se:
Deseja concluir a história ali, como uma minissérie
Ou prosseguir com a crônica, aprofundando os acontecimentos de Berlim e da Queda do Consenso
As sessões serão realizadas a cada duas semanas, nas quintas-feiras, das 20h às 00h.
Sistema e Geração de Personagens
Utilizaremos Mago: A Ascensão – 20ª Edição (M20), seguindo as diretrizes fundamentais de criação de personagens, sem modificações ou adaptações.
Requisitos para participar
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